O transtorno do espetro autista (TEA) era diagnosticado por meio da presença de prejuízos no desenvolvimento em três áreas, variando de forma qualitativa a depender do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo: interação social, comunicação e interesses/estereotipias. Atualmente, o diagnóstico é feito verificando prejuízo em duas áreas apenas:

Interação social:

Interesses/estereotipias:

Vale ressaltar que por ser um espectro nem todos assinalam todos esses itens, mas é necessário que os dois pilares apareçam sempre antes dos seus 3 anos de idade. Existem mais sintomas para serem avaliados durante a avaliação e com a presença de mais profissionais a fim do diagnóstico ser mais assertivo. O fato de ser um espectro, esse diagnóstico precisa ser feito com muito cuidado, principalmente quando o indivíduo estiver em um nível de suporte 1. Dentro do TEA, o nível de suporte significa a intensidade de suporte de que este indivíduo precisará para exercer suas atividades do cotidiano e autonomia. Um indivíduo com TEA nível de suporte 2 ou 3 precisará de mais suporte do que o nível 1 e os sintomas são mais evidentes, facilitando o diagnóstico.

Um outro ponto importante é o profissional saber diferenciar autismo de TDAH (transtorno do déficit e atenção e hiperatividade), superdotação/altas habilidades (SD/AH) e do fenótipo ampliado do autismo (FAA) que possuem muitos sintomas idênticos, sendo essas condições consideradas dentro de um espetro específico também.

O TEA é um modo diferente do indivíduo ver o mundo e participar dele, por isso a inclusão é tão necessária, deixando de lado qualquer ideia de doença ou deficiência neurológica. Aproveite os demais textos sobre o mesmo assunto aqui no blog.

Abs,

Letícia Marques

CRP: 06/114.273

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